sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Países do Golfo investem em armamentos e defesas para o possível conflito entre o Irã e os países do Ocidente


Estados aliados aos Estados Unidos se preparam para possível e indesejado conflito  / Shannon E. Renfroe / US Navy / AFPEstados aliados aos Estados Unidos se preparam para possível e indesejado conflitoShannon E. Renfroe / US Navy / AFP
Os Estados árabes que estão próximos do Golfo do Irã estão observando, tensos, as perspectivas de uma guerra entre o país e o Ocidente. Muitas já começaram a aumentar suas defesas.

"Nenhum Estado do Golfo quer a guerra, mas todos estão se preparando para essa possibilidade", afirmou o analista militar Riad Kahwaji.

A tensão aumentou graças às pressões do Ocidente, entre elas a ameaça de uma proibição total das importações de petróleo iraniano. O Irã ameaçou fechar o estratégico Estreito do Ormuz - que liga o Golfo ao Mar Arábico e por onde passa 20% do petróleo mundial transportado pelo mar - se as vendas de petróleo forem bloqueadas.

"O relógio está correndo e nós no Golfo não temos controle sobre isso", acrescentou o analista político kuwaitiano Sami al-Faraj em relação a um possível ataque israelense e americano contra o Irã.

Além das ameaças externas, os Estados do Golfo têm que lidar com a ameaça das células adormecidas que, suspeita-se, o Irã está espalhando pela região. "Ouvimos falar em medidas preventivas em muitos países para lidar com essas células do Irã", disse Kahwaji.

No mês passado, a Arábia Saudita assinou um acordo avaliado em US$ 29,4 bilhões para comprar 84 caças americanos F-15 e aprimorar outros 70 caças.

Pouco depois, um acordo de armamento de US$ 3,48 bilhões dos Emirados Árabes veio à tona, incluindo o avançado antimíssil Thaad (Terminal High Altitude Area Defense System).

Em 2011, os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram um acordo de US$ 1,7 bilhão para reforçar as baterias de mísseis Patriot, enquanto o Kuwait comprou 209 míseis por US$ 900 milhões.

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